Veja o que é educação empreendedora e como aplicá-la em sala de aula

educação empreendedora

Há algum tempo, o empreendedorismo é um tema recorrente na mídia e nas rodas de conversa. Transformar ideias em negócios eficientes é realmente algo bastante desafiador e inspirador. As escolas cobram dos alunos que se tornem profissionais de destaque e criem empresas de sucesso, mas nem sempre priorizam a educação empreendedora.

Então, será que os estudantes estão sendo preparados para isso? Como esse processo deve ser feito para servir como um verdadeiro estímulo para os jovens? Se quiser saber mais sobre a importância desse tema, continue lendo o texto!

O que é uma educação empreendedora?

O conceito está relacionado a uma ideia inovadora no mercado de ensino, que se propõe a estimular o desenvolvimento de habilidades que são comuns ao empreendedor. Na verdade, é como enxergar que empreender é um processo constante de aprendizagem.

Até mesmo empresas já consolidadas precisam lidar com novos desafios a todo momento, como reinventar-se para continuar em um caminho de sucesso. O problema é que o risco tende a ser visto como uma coisa negativa e que foge do padrão de ensino convencional, no qual os erros são sempre “punidos” com notas baixas.

Os estudantes que são avaliados dessa maneira não têm espaço para se desenvolver além do que é proposto. Uma educação empreendedora preza por estimular o pensamento crítico, a análise de problemas mais complexos e a busca por soluções inteligentes para eles.

Qual é a importância de trazer esse tema para as escolas?

A relevância de trazer o assunto à tona é que essa prática ainda não é muito difundida, principalmente no cenário da educação brasileira. Como o intuito de uma escola é formar cidadãos, nada melhor do que fazer isso de uma forma mais completa, já que o modelo tradicional de ensino foca muito mais na grade curricular básica.

Não que o conhecimento que envolve disciplinas como Matemática, Português, Ciências, Física e afins não seja válido. Contudo, vivemos uma era em que o sucesso do profissional nem sempre está ligado à sua capacidade de fazer contas ou redigir bem um texto, isto é, ao domínio de temas fragmentados.

Embora tudo isso seja importante, hoje a formação das pessoas deve ser mais abrangente e multidisciplinar. Pode até ser que o jovem não queira abrir o seu próprio negócio no futuro, mas pensar como um empreendedor faz toda a diferença na sua vida profissional. Fazem parte disso características como:

  • ser otimista;
  • estar disposto a correr riscos;
  • saber lidar com imprevistos;
  • conseguir tirar suas ideias do papel;
  • buscar oportunidades;
  • resolver problemas;
  • liderar outras pessoas;
  • ser flexível;
  • ter determinação.

Assim, faz todo sentido incentivar que crianças e jovens conheçam esse universo desde cedo, sobretudo para extrair o que há de melhor dele. Certamente, eles serão mais preparados para o mercado de trabalho e para a vida, independentemente das suas futuras escolhas profissionais.

Quais são as vantagens da educação empreendedora?

Há diversos benefícios envolvidos na decisão de trazer a educação empreendedora para dentro da sala de aula. A principal delas é contribuir para a formação de pessoas que saibam pensar e agir de forma diferente, sem tantas limitações. Se o ritual das aulas é sempre o mesmo, é complicado exigir muito dos alunos.

Isso precisa ser trabalhado para que eles consigam expandir suas mentes e capacidades. Outra vantagem notável é a melhora da comunicação. Como os alunos são incitados a observar mais as coisas à sua volta, eles passam a entender melhor como elas funcionam e como devem se posicionar diante delas.

Além disso, eles aprendem na prática a necessidade de saber se comunicar com clareza e precisão — porque descobrem que, quando isso não acontece, mesmo uma grande ideia pode ser fadada ao fracasso. A proatividade é mais uma habilidade incentivada o tempo todo. No empreendedorismo, é preciso agir, testar, validar, corrigir, voltar atrás, mudar de ideia, errar e acertar.

Tudo isso demanda atitude por parte das pessoas, o que o ensino passivo não é capaz de promover. Para completar, a escola deve prezar pela capacidade de superação, que costuma ser um dos maiores exemplos empreendedores. Negócios dão certo e errado todos os dias, sendo que saber lidar com as frustrações na vida é um enorme aprendizado.

Enfim, essas e outras vantagens são percebidas quando existe o objetivo de desenvolver o ser humano — e não só de formar um futuro médico ou um engenheiro. Em todas as áreas, é possível aplicar esses conhecimentos, o que facilita uma trajetória de sucesso.

Como implementar a educação empreendedora em sala de aula?

O importante é trazer essa realidade empreendedora para o mundo do aluno, deixando de ser um conceito distante. Quando a escola tem essa preocupação, ela cria atividades que são capazes de favorecer o desenvolvimento desse tipo de mentalidade.

Por exemplo, nos dias de hoje, dificilmente os estudantes são estimulados a aplicar os conteúdos aprendidos ou a expor as suas próprias ideias. Em sua maioria, eles se comportam como meros receptores de informações, sobre as quais eles precisam estudar em casa para fazer provas e obter boas notas.

Então, quando chegam em um processo seletivo desafiador na hora de arrumar um emprego, muitos não conseguem participar de um brainstorming e desenvolver um pitch — que é uma rápida apresentação das soluções pensadas para um problema.

Por que isso acontece tão frequentemente? Justamente pelo fato de que esse tipo de prática não faz parte do seu dia a dia. Eles passam anos estudando de um mesmo modo, sem ter que sair da zona de conforto para vivenciar experiências diferentes.

Logo, o ideal é preparar o corpo docente e utilizar os recursos tecnológicos para diversificar as atividades dentro da sala de aula, atraindo a atenção e o interesse dos alunos. A partir disso, é preciso “brincar” com as possibilidades e sugerir missões diferentes. Veja algumas ideias:

  • propor que cada grupo monte um plano de negócios de um aplicativo que eles sentem falta no mercado;
  • instigar a turma a desenvolver um projeto de game por meio de ferramentas, como o canvas;
  • incentivar a busca por feedbacks sobre suas ideias para identificar e corrigir falhas;
  • fazer com que apresentem suas ideias para uma banca de empresas parceiras etc.

Isso não quer dizer que todo esse trabalho precise chegar perto da perfeição. A grande sacada é usar o ambiente acadêmico para ir além do material didático tradicional. Assim, cada um desenvolve seu potencial de criação, ou seja, os alunos passam a ter mais autonomia no processo de aprendizado.

Nesse sentido, a escola pode escolher entre inserir disciplinas específicas na sua grade ou promover oportunidades em todas as aulas, além de encontros extras. O primordial é colocar o aluno em uma posição mais ativa e proporcionar uma educação empreendedora, que seja útil para a atuação profissional no futuro.

E então, percebeu como essa tendência é capaz de gerar muitos benefícios? Para continuar recebendo outras publicações como esta, assine a nossa newsletter!

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