Descubra 6 motivos para implementar a cultura maker na sua escola

A cultura maker originou-se por volta dos anos 60, junto com o movimento punk e seu ideal de “do it yourself (em português, “faça você mesmo”). Era uma forma de rebelar-se contra o consumismo e a dependência de comprar produtos de empresas. A ideia era incentivar a pessoa a fazer, ela mesma, aquilo que precisasse.

A palavra “maker” vem do verbo em inglês “make”, que significa “fazer”. Assim, o maker é alguém que desenvolve algo com as próprias mãos. No ambiente escolar, não é difícil deduzir que implementar a cultura maker significa proporcionar aos estudantes oportunidades de desenvolverem projetos de forma prática.

No século em que vivemos, construir algo envolve um elemento fundamental: o uso da tecnologia. Acompanhar as tendências tecnológicas é, portanto, crucial em uma escola para a formação dos estudantes no que tange à vida social e profissional.

Isso em si já é motivo mais do que suficiente para que uma instituição de ensino seja adepta da cultura maker. Mas, se você ainda não está convencido, neste texto vamos apresentar 6 motivos para implementar essa cultura em sua escola. Acompanhe!

1. Materializar a teoria na prática

Um dos principais fatores desmotivadores para os estudantes, na escola, é o fato de passarem muito tempo absorvendo teoria e terem pouca (ou nenhuma) prática naquilo que aprendem.

Uma pesquisa da Fundação Telefônica, por exemplo, mostrou que o desinteresse é um dos principais motivos para o fracasso dos jovens nos estudos. Para mudar esse cenário, é preciso tornar atrativo o tempo passado na instituição de ensino.

Valer-se da cultura maker é uma excelente maneira de solucionar essa questão. Quando a escola tem ações que levam o estudante a usar a tecnologia, a robótica e a fazer trabalhos manuais, por exemplo, os alunos motivam-se muito mais. Afinal, eles percebem que o ambiente escolar é um local onde, de fato, podem adquirir conhecimentos úteis.

Assim, montar um circuito elétrico usando pilhas dará mais sentido à aprendizagem de conceitos da Física. Do mesmo modo, confeccionar uma roupa ajudará a entender melhor conceitos de Matemática (como dimensões e medidas) ou de Arte (como questões de estética).

2. Incentivar a autonomia dos estudantes

A cultura maker também proporciona aquilo que os punks idealizaram à sua época: a autonomia. Na nossa sociedade digitalizada, o acesso ao conhecimento está cada dia mais facilitado, mas nem sempre as pessoas sabem o que fazer com as informações que encontram.

Aqueles que, durante sua formação escolar, aprendem a discernir informações confiáveis das não confiáveis e ainda entendem como organizar esses dados têm muito mais chances de seguir atuando no mundo de forma autônoma e exitosa.

Contar com um espaço maker é uma maneira, portanto, de simular os ambientes sociais ou profissionais, nos quais, o tempo todo, as pessoas recebem orientações e ordens, bem como precisam tomar decisões e compartilhar conhecimento. Isso se dá por meio do desenvolvimento dos projetos práticos, que exigem a interação dos professores com os alunos e dos estudantes entre si.

3. Preparar os alunos para os desafios do século XXI

Como já comentamos, a sociedade atual está totalmente digitalizada e dependente de recursos digitais. Apesar de ter trazido diversos benefícios, essa revolução tecnológica trouxe também muitos prejuízos, como a desigualdade e o comprometimento do desenvolvimento sustentável.

Com isso, a Unesco e os governos de muitos países passaram a priorizar, no âmbito educativo, medidas que preparem os alunos para lidar com os principais desafios desse cenário. A ênfase recai na importância de desenvolver valores, atitudes e habilidades que promovam o respeito mútuo e a coexistência pacífica, conforme podemos ler em um dos relatórios lançados pelo órgão em 2015.

Isso significa que, para além de desenvolver habilidades e conhecimentos cognitivos, a educação precisa contribuir para a resolução dos desafios globais, sejam os que já são realidade, sejam os que estão em perigo de acontecer.

Se os jovens são incentivados, durante sua formação escolar, a experimentar a resolução de problemas na prática por meio da cultura maker, aumentam exponencialmente as chances de que consigam pensar criticamente a respeito dos desafios do século XXI. Mais do que isso, serão capazes de encontrar soluções para esses desafios.

4. Usar novas abordagens educacionais

Outra grande vantagem de trazer a cultura maker para dentro da escola é propiciar a alunos e professores a chance de eles usarem abordagens educacionais diversas. O tradicional método do professor como detentor do saber e do aluno como mero receptor não faz sentido em um ambiente maker.

Para o desenvolvimento dos projetos propostos, sejam eles ligados à robótica, tecnologia, ciências, lógica etc., será preciso ir além do conhecimento teórico. Assim, professores e alunos precisarão recorrer a vivências práticas, à colaboração, à discussão e a outras ações que, muitas vezes, são deixadas de lado em aulas de caráter mais conteudista.

5. Contar com um grande diferencial educativo

A cultura maker na escola, apesar de cada vez mais frequente, ainda não é uma prática comum. Com isso, as instituições que a adotam saem na frente e contam com esse elemento como um grande diferencial de mercado.

Oferecer, na grade curricular, atividades em um espaço maker pode ser um grande atrativo em sua instituição. Isso demonstra a preocupação em formar os estudantes de modo muito mais completo, para que sejam de fato cidadãos críticos e ativos e não apenas para que gabaritem provas e exames.

É justamente isso que muitas famílias buscam para seus filhos: um local onde eles sejam estimulados a desenvolver não só suas habilidades cognitivas, mas também as emocionais, sociais e profissionais.

6. Atrair mais alunos para o próximo ano letivo

Relacionado a tudo o que dissemos, está o fato de a cultura maker ser muito atrativa para o público que frequenta a escola atualmente. As crianças e jovens em idade escolar são os chamados “nativos digitais”, ou seja, já nasceram com as tecnologias digitais consolidadas, não conhecem um mundo sem essas tecnologias.

Como a cultura maker na escola se baseia no modelo STEM (“Science, Technology, Engineering and Math”, que em português significa “Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática”), as atividades propostas costumam usar ferramentas que despertam o interesse dos estudantes, como internet, redes sociais, tecnologias 3D, robôs, computadores, tablets, smartphones etc.

Se um estudante visita uma escola e fica sabendo que poderá se valer dessas ferramentas em seu processo de aprendizagem, ele fica muito mais à vontade e tende a querer fazer parte desse projeto.

Pronto para implementar a cultura maker na sua escola? Não faltam bons motivos para isso, não é mesmo? Para se manter atualizado e receber mais conteúdos sobre ensino diretamente em sua caixa de entrada, assine nossa newsletter!

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